Memória Seletiva

A COMUNICAÇÃO DO FUTURO ACONTECE ENTRE GENTE COMO A GENTE.

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Prazer, eu sou a Mayara. Comunicadora, empreendedora e nômade digital.

 

Lembro que pouco antes de me formar na faculdade de jornalismo, a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão caiu. 

A situação foi de incerteza e conforme as semanas foram passando, a sala de aula foi esvaziando. Logo em seguida, eu comecei a estagiar para uma empresa que trabalhava com o universo digital.

Foi como um mundo que se abriu e que me fez entender as adaptações que teríamos, enquanto sociedade, de fazer, levando em conta que a informação com a chegada da internet não seria mais controlada e que a função do jornalista não cairia por terra, mas ganharia um outro olhar: um olhar para dentro.

A internet protagonizou uma revolução na vida de muita gente. E a comunicação (ou melhor, a relação entre as pessoas) começou a ser vivida de uma outra forma. Enquanto profissionais detentores da informação, deixamos de apenas intermediar conversas para fazer parte delas.

 
 
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Não somos máquinas. Somos seres humanos. E valores humanos precisam fazer parte das organizações, se é que elas querem se manter vivas.

 
 

As relações antigamente eram criadas por localidade: tanto eu, quanto você, supríamos nossas necessidades batendo palma em frente à casa do vizinho . Depois de um tempo, com a industrialização, as instituições começaram a tomar voz e ditar os nossos passos: colocamos o dinheiro no banco, optamos por consumir os produtos das prateleiras dos mercados, a ir à escola, a colecionar revistas. Hoje, a nossa relação com o mundo mudou e eu dedico essa revolução à uma única figurinha: a internet.

Hoje, não faz diferença se você está no Brasil e eu estou do outro lado do planeta. Se os nossos interesses são comuns, a gente se conecta. Ao mesmo tempo, se você conhece o produtor do sabonete que você usa para tomar o seu sagrado banho e sabe como ele foi feito, a história que têm por trás e os valores implícitos naquele produtinho, você com certeza preferirá consumir dele do que das marcas do mercado. Estou certa?

Vivemos hoje um momento de reavaliação da nossa relação com o trabalho, principalmente no que diz respeito à institucionalização da nossa própria vida. Não somos máquinas. Somos seres humanos. E valores humanos precisam fazer parte das organizações, se é que elas querem se manter vivas. Caso contrário, elas morrerão.

Pra mim, o futuro do trabalho será feito por pessoas e não por empresas. Será feito através de parcerias autônomas, projetos colaborativos e instituições que juntas se ajudam a solucionar os problemas do mundo.

As instituições não deverão morrer, mas elas com certeza, deverão se reinventar.

 

com amor,

M

 

 

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